Esquadrão antibomba localiza material explosivo em estação do VLT em Fortaleza

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Esquadrão localizou material explosivo na estação do VLT do Bairro Parangaba, em Fortaleza — Foto: José Leomar/SVM

O Esquadrão Antibombas da Polícia Militar do Ceará apreendeu nesta quarta-feira material explosivo na estação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Bairro Parangaba, em Fortaleza. Os policiais souberam da tentativa de ataque por meio de denúncia anônima, comunicada a agentes da Força Nacional, que atua em Fortaleza desde sábado (5).

Ceará vive uma onda de ataques desde quarta-feira (2), quando chefes de facção presos ordenaram a sequência de crimes em represália à ação do Governo do Estado de acabar com a divisão dos presos por facção nos presídios. Os criminosos querem que o governo desista da medida. O secretário da Segurança, André Costa, afirmou que o estado não “vai recuar um milímetro”.

De acordo com o governador do Ceará, Camilo Santana, chefes de facções criminosas que estavam presos no Ceará foram transferidos para presídios federais em outros estados. O governo federal já havia oferecido 60 vagas para receber criminosos do Ceará. “Já foram transferidos 21 presos e nós já estamos trabalhando, inclusive, para realizar novas transferências de presos para presídios federais”, afirmou.

Entenda o que está acontecendo no Ceará

  • O governo criou a secretaria de Administração Penitenciária e iniciou uma série de ações para combater o crime dentro dos presídios.
  • O novo secretário, Mauro Albuquerque, coordenou a apreensão de celulares, drogas e armas em celas. Também disse que não reconhecia facções e que o estado iria parar de dividir presos conforme a filiação a grupos criminosos.
  • Criminosos começaram a atacar ônibus e prédios públicos e privados. As ações começaram na Região Metropolitana e se espalharam pelo interior ao longo da semana.
  • O governo pediu apoio da Força Nacional. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o envio de tropas.
  • A população de Fortaleza e da Região Metropolitana sofre com interrupções frequentes no transporte público, com a falta de coleta de lixo e com o fechamento do comércio.