Hospital Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, tem superlotação, diz CRM-PB

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Fiscalização foi realizada pelo CRM-PB no Hospital Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, nesta quarta-feira (13) — Foto: CRM-PB/Divulgação

O Hospital Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, está superlotado, conforme o que foi constatado pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), durante uma fiscalização realizada nesta quarta-feira (13).

De acordo com o diretor de fiscalização do órgão, João Alberto Pessoa, o CRM-PB recebeu uma denúncia de um veículo da imprensa de que quatro crianças estariam ocupando uma mesma maca na unidade de saúde. Entretanto, essa informação não foi confirmada.

Apesar disso, ele explicou que foi constatado que o hospital está superlotado e recebendo uma demanda elevada. “Por falta de um apoio do Hospital do Valentina, que encerrou o atendimento por trinta leitos, eles estão com uma quantidade enorme de pacientes com baixa complexidade e, nessas circunstâncias, o hospital fica superlotado”, comentou.

Segundo o diretor de fiscalização, a instituição conta com 76 leitos disponíveis e, atualmente, todos estão ocupados por crianças com casos de média e alta complexidade. Ele ressaltou que, estruturalmente, o local tem condições consideradas boas para realizar atendimentos.

Ele ainda afirmou que a direção do CRM-PB deve convocar uma reunião com o Ministério Público da Paraíba, a direção do Arlinda Marques, do Hospital do Valentina, do Hospital da Universidade Federal da Paraíba e da Secretaria de Estado da Saúde para buscar uma solução para os problemas.

O complexo de Pediatria Arlinda Marques enviou uma nota à imprensa informando que – apesar de ser referência para atendimentos e cirurgias de média e alta complexidade – em nenhum momento nega atendimento à população, mesmo para casos que devem ser atendidos pela rede de atenção básica, como resfriados e viroses.

No que diz respeito a visita do Conselho Regional de Medicina, a unidade informou que foi constatado que todas as áreas do hospital estão funcionando em conformidade, com profissionais presentes, tanto profissionais médicos quanto profissionais de outras categorias da saúde, como enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais e todos os demais.

“O hospital hoje está com a sua capacidade instalada plenamente utilizada e ao mesmo tempo, dentro do ambiente da urgência e emergência, a partir da implantação de estratégias adotadas desde o ano de 2016 e aprimoradas a partir de dezembro de 2018 considerando a classificação de risco, segurança do paciente e regulação, já vive uma situação mais confortável de atendimento e acolhimento dos pacientes”, diz a nota.

G1