PB reduz casos de dengue, zika e chikungunya, mas 73% das cidades têm risco e alerta de surto

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Na Paraíba, 44 municípios apresentaram situação de risco para surto; 126 estão em situação de alerta e 49 em situação satisfatória — Foto: LM Otero/Arquivo/AP Photo

A Paraíba registrou uma redução 49,7% dos casos notificados de dengue, zika e chikungunya em janeiro deste ano, de acordo com o segundo boletim epidemiológico das arboviroses, divulgado nesta segunda-feira (4), pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

No entanto, ainda conforme o órgão, no 1º Levantamento Rápido de Índice para Aedes (LIRAa/LIA), dos 223 municípios, 219 enviaram os resultados para a secretaria e, destes, 44 apresentaram situação de risco para surto; 126 estão em situação de alerta e 49 em situação satisfatória.

Levando em consideração os locais em situação de risco e de alerta, o cenário é preocupante para 170 municípios do estado, o equivalente a 73% das cidades.

Os dados de notificações correspondem a 3ª Semana Epidemiológica, referentes ao período de 30 de dezembro de 2018 a 19 de janeiro de 2019. Conforme esse último levantamento, foram registrados 90 casos suspeitos de dengue este ano no estado, contra 158 notificados no mesmo período do ano passado, o que representa uma redução de 43,04%.

Já com relação aos casos de chikungunya, foram registradas 14 notificações esse ano, o correspondente a uma redução de 68,89% em relação ao ano passado, quando foram notificados 45 casos.

Quanto à zika vírus, houve registro de apenas um caso esse ano, enquanto em igual período de 2018 foram seis notificações, o equivalente a uma queda de 82,33%.

“Os dados de 2019 são preliminares e estão sujeitos à alteração no sistema de informação pelas Secretarias Municipais de Saúde, o que pode ocasionar diferenças nos números de uma semana epidemiológica para outra”, explicou a gerente operacional de Vigilância Epidemiológica, da SES, Talitha Lira.

Óbitos

Conforme a SES, até a 3ª semana epidemiológica, foram registradas duas notificações com suspeita de óbito por arbovirose, sendo uma em João Pessoa e outra em Soledade. Ambos seguem em investigação aguardando resultados laboratoriais.

Ações de combate ao mosquito

Entre as ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, a SES pontua a realização do LIRAa, como método norteador nas ações de vigilância ambiental para os gestores municipais.

Além disso, a pasta destaca o cronograma para utilização do fumacê nos municípios com alto índice de infestação e/ou óbito; realização da capacitação do manejo clínico para os 223 municípios e realização de dois ciclos semanais com fumacê

Esses ciclos acontecem duas semanas antes e duas depois do carnaval, nos municípios litorâneos começando por Pitimbu até Barra de Camaratuba e em 18 bairros da capital (Bessa, Jardim Oceania, Aeroclube, Manaíra, Tambaú, Cabo Branco, Penha, Ponta do Seixas, Tambauzinho, Expedicionários, Miramar, Castelo Branco, João Agripino, São José, Centro, Varadouro, Trincheiras e Ilha do Bispo).

G1