Petrobras aumenta plano de investimentos 2019-2022 para US$ 84 bi

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Valor é 12,9% superior à projeção de 5 anos anterior e o maior desde o plano 2015-2019, aprovado ainda em 2014, antes do recrudescimento da crise financeira da companhia

Com a melhora de sua situação financeira, a Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (5), elevação na projeção de investimentos para os próximos anos, em plano que traz também novos focos em remuneração aos acionistas e rentabilidade.

Aprovado pelo conselho de administração da estatal nesta terça (4), o novo plano de negócios da companhia prevê aportes de US$ 84,1 bilhões entre 2019 e 2022.

O valor é 12,9% superior à projeção de cinco anos anterior e o maior desde o plano 2015-2019, aprovado ainda em 2014, antes do recrudescimento da crise financeira da companhia.A maior parte dos investimentos (US$ 68,8 bilhões) continuará direcionada à área de exploração e produção de petróleo, responsável pelo desenvolvimento das reservas do pré-sal.

Na versão atual, porém, a companhia incluiu pela primeira vez previsão de investimentos em energias renováveis, de US$ 0,4 bilhão, com foco em solar e eólica no Brasil. Com atraso em relação às concorrentes, a Petrobras começou a fechar as primeiras parcerias no setor em 2018.

O plano mantém a proposta de venda de ativos de planos anteriores, desta vez com o nome “gestão ativa de portfólio” e expectativa de levantar US$ 26,9 bilhões até 2023.

Em comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Petrobras reforça o desejo de vender parte de sua estrutura de refino, suas fábricas de fertilizantes, de biodiesel e etanol, além da distribuição de gás de botijão.

A venda de refinarias e fertilizantes está parada por razões judiciais e a transferência da distribuição de gás não andou por entraves concorrenciais.

A receita com a venda de ativos ajudará a companhia a levantar os US$ 143,1 bilhões necessários que precisará no período para bancar investimentos, amortizações e despesas financeiras.

RENTABILIDADE

No plano divulgado nesta quarta, a Petrobras cria pela primeira vez meta de rentabilidade, medida pelo indicador conhecido como Roce (retorno sobre o capital empregado), que terá de ficar abaixo de 11% até 2020. Atualmente, a empresa não divulga o indicador em seus balanços.

A companhia aperta ainda as metas de redução do endividamento. Em 2020, segundo o plano. a relação entre dívida líquida e Ebitda (indicados que mede a geração de caixa) deverá estar abaixo de 1,5 vez. No terceiro trimestre, eram 2,96 vezes.

“O plano estratégico traz uma visão de empresa integrada de energia, alinhada com as necessidades e a evolução dos hábitos da sociedade, que buscará cada vez mais diversificação nas fontes e usos de energia”, diz o texto divulgado ao mercado.

Com informações da Folhapress.