PM diz não ter como controlar brigas de torcida marcadas por WhatsApp

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© Alex Silva/Estadão Apesar de briga na Grande São Paulo, clássico foi tranquilo no Morumbi

A Polícia Militar (PM) passou a ter recentemente um novo problema para preparar ações de segurança para os clássicos entre os principais clubes do futebol paulista. A briga entre torcedores de Corinthians e São Paulo neste domingo, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, evidenciou a preocupação de tentar monitorar os conflitos marcados por WhatsApp.

A confusão, ocorrida horas antes da primeira partida da final entre São Paulo e Corinthians, no Morumbi, terminou com pelo menos 14 feridos e cinco torcedores detidos. Embora na região do estádio a PM não tenha registrado problemas, as brigas realizadas fora da capital e marcadas previamente pelos torcedores deixam as autoridades em alerta para os próximos clássicos.

Segundo o major da PM Ricardo Xavier, o responsável pelo policiamento dos estádios da capital, conflitos como o do último domingo desafiam o trabalho de segurança para coibir episódios de violência. Pela avaliação dele, a briga foi previamente combinada pelo aplicativo de celulares WhatsApp, plataforma que dificulta o monitoramento da polícia sobre as conversas.

“Antigamente as brigas eram marcadas por Facebook e Orkut. Agora, como essas redes estão sendo monitoradas, usam o WhatsApp. Por mais que a gente se esforce para monitorar e posicionar o policiamento para evitar, isso foge do nosso controle”, afirmou. “Não tem como monitorar isso. Nós precisamos que esses torcedores mudem de comportamento”, disse.

A utilização da internet e de redes sociais para as torcidas marcarem brigas em São Paulo não é recente. O primeiro caso do tipo foi em outubro de 2005. Um torcedor morreu e cinco ficaram feridos em confusão agendada pela internet entre as organizadas de Palmeiras e Corinthians para estação de metrô do Tatuapé.

Nos últimos anos as autoridades apertaram a fiscalização em páginas da internet e redes sociais para monitorarem possíveis combinações de briga. O temor agora é que o WhatsApp seja agora a plataforma mais procurada pelos torcedores para conseguirem se organizar para os conflitos, sem que as confusões sejam descobertas pelas autoridades com antecedência.

Fonte: msn.com