Polícia apreende dispositivos que ‘pescam’ depósitos em agências bancárias no Sertão da Paraíba

0
162

Caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal das cidades de Patos, Sousa, Cajazeiras e Pombal, no Sertão da Paraíba, foram alvos de criminosos durante o sábado (19) e domingo (20). De acordo com o delegado da Polícia Civil de Cajazeiras, Miroslav de Alencar, dispositivos que “pescam” envelopes de depósitos foram encontrados por funcionários das agências e apreendidos pela Polícia Militar.

Segundo o delegado, os dispositivos foram encontrados nas entradas para depósitos dos caixas eletrônicos, onde os clientes inserem envelopes com quantias em dinheiro. Os objetos foram instalados nos caixas eletrônicos das agências das quatros cidades do Sertão.

G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal na Paraíba que informou que o banco não se pronuncia em relação a casos como esse. Mas que se houver registro de prejuízo, os clientes serão ressarcidos.

Segundo o delegado plantonista da Polícia Federal em Patos, Fábio Maia, a parte de segurança da Caixa Econômica do Centro da cidade foi reportada durante o fim de semana e a agência retirou os dispositivos e se prontificou de analisar as imagens das câmeras de segurança do local para tentar identificar algum suspeito.

G1 também entrou em contato com a gerência da Caixa Econômica Federal de Patos, que informou que um dossiê estava sendo feito para poder investigar o caso.

Já na cidade de Cajazeiras, os funcionários perceberam os dispositivos na madrugada do sábado (19), por volta das 5h. Segundo a Gerência, os dispositivos estavam inseridos, mas foram retirados antes que houvesse qualquer registro de vítima.

“Os dispositivos são de ferro, como se fossem uns ganchos que ‘pescam’ os depósitos. Estamos aguardando o levantamento para saber se teve prejuízo”, explicou o delegado Miroslav de Alencar.

O delegado disse ainda que os dispositivos foram apreendidos na agência da cidade pela Polícia Militar e levados para a Central de Polícia Civil, mas que tudo foi encaminhado por ofício para a Polícia Federal, que agora investigará o caso.

G1