Resposta: Criança sofre queimadura nos pés ao ficar descalça em creche

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Segundo a versão da creche relatada por Ketlyn que procurou nossa central de redação para relatar o outro lado da história.

“Eu sou muito próxima a uma das professoras e me sinto no dever cívico de vir aqui explicar o outro lado da história. O lado das professoras, que julgo ser o verdadeiro.
O grau de confiança que tenho em uma dessas professoras que foram agredidas (vou contar mais abaixo) é maior do que o que eu tenho pela minha mãe, pelo meu marido e pelas minhas irmãs, que são meus pilares na vida. Fora que todas as outras professoras averiguam e estão de prova com o ocorrido.
Pois bem, era o penúltimo dia de aula da creche de verão onde as professoras terminaram uma apresentação para as crianças, como sempre é feito em todo final de período de creche. As crianças estavam reunidas em local coberto, mas aberto. Quando uma apresentação assim acontece, todas as crianças de todas as salas se reúnem e todas as professoras, com exceção das que estão se apresentando, cuidam de todas as crianças.
Ao final da apresentação algumas saíram correndo para a sala de aula. Às vezes isso é comum, eu mesma lembro de sair correndo quando batia o sino do recreio ou da saída do colégio. Porém, infelizmente, esta menina saiu correndo sem o chinelo, e passou pela parte do piso onde havia sol, queimando o seu pezinho. Vale lembrar que todas saíram de calçado das salas de aula. Imediatamente, uma das professoras responsáveis pela sala dela, a pegou no colo, foi lavar os pezinhos, ver como estava, enquanto a outra foi chamar a diretora, mas como era de costume, o avô havia acabado de chegar pra busca-la, pois geralmente eles buscavam ela cedo. Então, bem na hora do ocorrido, o avô chegou.
Neste momento, elas explicaram ao avô o ocorrido e inclusive que ela precisaria ir ao hospital. Só que um tempo depois de o avô ir embora, aproximadamente duas horas depois, os pais chegaram com tudo, onde o pai da criança empurrou uma das professoras, e após, a mãe bateu na cara dela com tapas, socando a cara da outra em seguida. Tudo isso na frente das crianças da sala, que entraram em pânico na hora. No momento, chegou a diretora e outros funcionários e separaram, mas os pais foram embora jurando as professoras que “não iria ficar assim”.
Depois desse episódio, a mãe foi às mídias, jornais, tv e no Facebook publicar sua versão dos fatos, onde contava apenas que as professoras deixaram sua filha queimar o pé, mas não falou o que aconteceu, até porque não deixou as professoras se explicarem. Isso gerou uma onda de ódio gratuito por essas professoras, que estão sofrendo ameaças de várias pessoas. Depois que os pais foram chamados à escola para se explicarem, foi acordado que a mãe iria às mesmas mídias retratar o que de fato aconteceu, mas isso não foi feito. Ela apenas apagou a primeira publicação do Face e depois fez uma outra alegando que agiu por impulso.
O que eu quero expor aqui, é que o pior não foi a agressão, apesar de ter sido grave. Mas sim, o fato de a mulher ter ido à mídia publicar inverdades e gerando tanta revolta contra estas profissionais que simplesmente trabalham com amor e nada mais do que isso. Lendo e ouvindo a versão dela, até eu ficaria com ódio destas professoras. Eu estou tentando explicar esta história a vocês, porque tenho medo de o ódio que se gerou com essa primeira história publicada, possa fazer com que aconteça a mesma coisa a elas, que aconteceu com o aquele jovem que foi acusado de estar se passando por médico e na verdade foi um engano enorme. No final, ele não aguentou o ódio e se suicidou. Vocês por acaso se lembram dessa história? Ficou conhecida no Brasil inteiro. No final, era apenas um engano, mas já era tarde demais, o rapaz já estava morto.
Não quero que isso aconteça à minha querida e amada professora, a qual acompanho há anos”.

“Ah, outra coisa, que eu esqueci de mencionar, é que estas duas professoras, tiveram seu emocional tão abalado, que vão começar a ter visitas de psicólogo, pois uma delas está tão traumatizada, que está tendo crise de pânico, com medo de apanhar a qualquer hora”.

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