Trump diz que China aceitou “retirar” tarifas sobre automóveis dos EUA

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje (3) que o acordo armado com o presidente da China, Xi Jinping, na Cúpula do G20, em Buenos Aires, na Argentina, inclui “retirar e reduzir” as tarifas que a China impõe sobre as importações de automóveis americanos.

“A China aceitou reduzir e retirar as tarifas aos carros importados dos EUA. Atualmente, a tarifa é de 40%”, indicou Trump em sua conta no Twitter, pouco depois de retornar da Argentina.
Além disso, o presidente americano qualificou a reunião bilateral que teve com Xi Jinping em Buenos Aires como “extraordinária”: “As relações com a China deram um grande salto! Coisas muito boas vão acontecer. Estamos negociando com muita força, mas a China também tem muito a ganhar se e quando o acordo for concluído. Equilibremos o campo de jogo!”, acrescentou o presidente americano.

O encontro entre Trump e Xi Jinping em Buenos Aires era considerado crucial para reduzir as tensões comerciais entre as duas maiores potências econômicas do mundo, que começaram em julho e deixaram os mercados internacionais em alerta desde então.

“Os presidentes Trump e Xi concordaram em começar imediatamente negociações sobre mudanças estruturais” na economia chinesa, disse a porta voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado já a bordo do avião presidencial rumo a Washington neste domingo (2).

As duas potências tentarão concluir essas negociações “nos próximos 90 dias”,  segundo Sarah Sanders, que, por sua vez, detalhou que, enquanto o diálogo durar, Trump aceitou “deixar em 10% as tarifas sobre produtos chineses avaliados em US$ 200 bilhões a partir de 1º de janeiro de 2019, e não as elevar por enquanto para 25%”, como estava previsto.

No total, os Estados Unidos impuseram tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses desde julho, e Trump tinha ameaçado sobretaxar outros US$ 267 bilhões em bens, o que superaria amplamente o volume de produtos e serviços chineses adquiridos pelos EUA, que em 2017 chegaram a US$ 506 bilhões.

Como represália, a China aplicou medidas recíprocas sobre mais de US$ 60 bilhões em importações americanas, quase a metade dos US$ 130 bilhões que comprou em 2017.

Fonte: Agência Brasil