Vice é preso por contratar pistoleiro para matar prefeito

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PLANEJAMENTO DA EXECUÇÃO TERIA SIDO FEITO HÁ TRÊS MESES POR DESAVENÇA POR CAUSA DE DISTRIBUIÇÃO DE PROPINA; SUSPEITO NEGOU AUTORIA DO CRIME: ‘É MEU AMIGO’

 O vice-prefeito de uma cidade no Tocantins é o principal suspeito de ter planejado por até três vezes a morte do prefeito Elson Lino de Aguiar (MDB), conhecido como Dotozim. Leto Moura Leitão Filho (PRB) foi preso por encomendar o ataque ao prefeito de Novo Acordo na quarta-feira. Em entrevista à TV Anhanguera, no entanto, ele negou envolvimento no crime ao ser transportado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas. “Eu sou inocente. Não mandei matar ninguém. Dotozim é meu amigo”, disse.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Leandro Risi, após Aguiar ter sido socorrido e estar fora de perigo, Leitão ainda ofereceu o dobro do valor para que o serviço fosse concluído quando o prefeito deixasse o hospital onde está internado em Palmas. Lino de Aguiar (MDB), de 59 anos, foi baleado na cabeça na tarde da última quarta-feira (9).

Segundo a família, o prefeito estava sozinho em casa quando foi atingido por três tiros no ombro, na perna e na cabeça. O atirador entrou no imóvel, que estava destrancado, e abriu fogo contra Aguiar, que estava no quarto. O prefeito conseguiu sair de casa, onde pediu socorro. O suspeito fugiu em uma motocicleta.

Gustavo Araújo da Silva já era monitorado pela polícia. Ele seria o executor do crime – Divulgação/ Polícia Civil

Segundo o delegado, o vice-prefeiro Leto Moura Filho encomendou o assassinato no final de 2018, antes do Natal, por R$ 4 mil, mas os criminosos não conseguiram executar a ação. Na segunda tentativa, nesta quarta-feira, o pagamento combinado foi de R$ 10 mil. Segundo o delegado, o vice ainda prometeu R$20 mil para ‘terminar o serviço’ quando Aguiar saísse do hospital. As informações foram dadas por Leandro Risi à TV Anhanguera.

A motivação do crime, segundo o delegado, teria sido uma desavença pela distribuição de valores desviados em licitações da Prefeitura. “Em princípio, o prefeito tinha se recusado a repassar o valor de R$ 800 mil para o vice”, disse Risi à TV Anhanguera.

A polícia desvendou o crime contra o prefeito porque já monitorava o executor Gustavo, que é membro de uma facção criminosa.

Empresário Paulo Henrique Sousa é investigado por intermediar o crime – Divulgação/ Polícia Civil

Na quinta-feira, três suspeitos foram presos em flagrante por envolvimento na tentativa de homicídio do prefeito de Novo Acordo: Leto Moura Leitão Filho, vice-prefeito do município; o empresário Paulo Henrique Sousa; e Gustavo Araújo da Silva, que seria o autor dos disparos. Eles foram detidos pela Polícia Civil e levados à Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Palmas.

Na saída do depoimento, Leto Moura Leitão negou a autoria do crime e participação em esquema de propina.

A defesa do prefeito vitimado também repudiou a acusação de existência de propina nas licitações da prefeitura.

Fonte: O Dia